Em breve no Brasil
A empresa de tecnologia americana Amyris deve aterrisar em breve no Brasil.
Um dos objetivos da companhia é desenvolver biocombustíveis com mais energia por massa, a menor custo e menos poluente do que o álcool. Para isso, ela investe em biologia sintética. Outra linha de pesquisa busca desenvolver um substituto para o diesel que também seja produzido a menor custo e em escala muito maior do que o biodiesel feito a partir de óleos vegetais.
Nao por acaso, a matéria-prima para essas maravilhas são as atualmente mesmas usadas para fazer o etanol. Mais do que isso, a produção poderá usar as mesmas usinas de hoje em dia.
Não à toa também a revista Scientific American deu à Amyris como “Business Leader of the Year” de 2007.
Mudança de endereço do site
6/Junho/2007, 5:22 pm
Arquivado em:
Geral
A partir de hoje (6 de junho de 2007), Biocomb só será atualizado no endereço www.biocomb.com.br (clique com o botão direito do mouse sobre o link para adicioná-lo aos favoritos).
No novo endereço mudamos a diagramação para facilitar a leitura e o acesso a algumas funcionalidades. A nova página também permitirá a inclusão de mais novidades no site e de um volume ampliado de notícias diárias.
Para os assinantes de RSS, substitua o atual endereço de seu leitor de RSS por este abaixo:
http://biocomb.com.br/?feed=rss2
Os assinantes da newsletter não precisam fazer nada. Ela voltará a ser enviada normalmente a partir da próxima segunda-feira.
Powered by ScribeFire.
Etanol reduz investimentos em refinarias de petróleo dos EUA
As grandes empresas petrolíferas se mostram preocupadas com as mudanças climáticas e os desafios relacionados à energia, mas nunca levaram muito a sério os biocombustíveis.
Agora elas estão precisando fazer contas sobre o aumento da oferta de álcool para decidir se realizam ou não investimentos. De acordo com declaração de Guy Caruso, chefe da Energy Information Administration (EIA), órgão subordinado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, muitas petrolíferas estão receosas em investir na ampliação da capacidade das refinarias por dois motivos, como mostra esta reportagem (em inglês) da Reuters.
O primeiro é o aumento descomunal da oferta de etanol previsto para os próximos anos. O segundo é o aumento no custo dos investimentos, devido, principalmente, ao preço do aço e da mão-de-obra. Segundo Caruso declarou a Reuters, o custo do investimento dobrou nos últimos dois anos.
Com isso a previsão de aumento da capacidade de refino para 2012 caiu de 1,5 milhão de barris por dia há um ano, para 1 milhão de barris/dia atualmente.
Powered by ScribeFire.
Biodiesel irregular, mas com nota fiscal
No Mato Grosso já é possível comprar biodiesel de empresa não autorizada pela ANP com nota fiscal. Para a região, a novidade é apenas a nota fiscal, porque o biodiesel já podia ser facilmente comprado desde o ano passado, como mostra esta reportagem que fiz para a revista Posto de Combustíveis & Conveniência.
Powered by ScribeFire.
Powered by ScribeFire.
Hidrocarbonetos renováveis
Do ponto de vista do conteúdo energético, o etanol está longe de ser o ideal. É com base nesta premissa – e também nas demais que tornam os biocombustíveis atraentes – que diversas empresas dos Estados Unidos estão desenvolvendo novas tecnologias para combustíveis líquidos. Em comum, todos estão de olho nas metas ambiciosas de substituição dos combustíveis fósseis.
Uma dessas empresas é a Amyris. Um dos objetivos da empresa é desenvolver biocombustíveis que contenham mais energia por massa, a menor custo e menos poluente do que o álcool. Para isso ela investe em biologia sintética. Outra linha de pesquisa procura desenvolver um substituto para o diesel que também seja produzido a menor custo e em escala muito maior do que o biodiesel feito a partir de óleos vegetais.
Curiosamente, a matéria-prima para essas maravilhas são as atualmente mesmas usadas para fazer o etanol. Mais do que isso, a produção poderá usar as mesmas usinas de hoje em dia.
Já a LS9 vai na mesma linha da biologia sintética, mas com uma abordagem um pouco mais agressiva. A empresa registrou como marca Renewable Petroleum (TM) feita a partir de micróbios que produzam hidrocarbonetos.
Essas idéias podem parecer malucas, mas por trás de cada uma delas tem gente grande. Um dos investidores comuns das duas empresas é a Khosla Ventures. A LS9 também conta com investimentos da Flagship Ventures. Já a Amyris recebeu recursos da Kleiner Perkins Caufield & Byers e do Texas Pacific Group Ventures.
Como é de se supor, investidor deste naipe não coloca dinheiro bom em gente sem experiência. A bancada de teste da Amyris é supervisionada por sete Ph.D, a maioria da Universidade de Berkeley, mas também tem pesquisador do Caltech e de outras universidades. Na LS9, a dupla que comanda os experimentos é formada por um professor da Universidade de Stanford e diretor do Instituição Carnegie, Chris Somerville, e pelo diretor do Centro de GTL (genome to life) do Departamento de Energia do Estados Unidos em MIT-Harvard.
Powered by ScribeFire.
Alternativos terão 8% do mercado global de combustíveis em 2030
O novo Energy Outlook publicado pela Energy Information Administration (EIA), órgão ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, indica que os combustíveis alternativos serão responsáveis por 9% da demanda mundial de combustíveis líquidos em 2030. O crescimento da oferta será da ordem de 8 milhões de barris por dia.
Para efeito de comparação, o crescimento da oferta de derivados de petróleo dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) será de 6 milhões de barris por dia, enquanto os membros da Opep irão aumentar a oferta em 21 milhões de barris por dia.
Os combustíveis alternativos considerados pela EIA incluem os biocombustíveis, carvão em líquidos (coal to liquids, ou CTL) e também gás em líquidos (gas-to-liquids, ou GTL).
De forma geral, os combustíveis renováveis irão repsonder por 7% do consumo de energia do mundo.
O cenário de referência para o estudo da EIA não considera nenhuma forma de controle de emissão de gases do efeito estufa.
Acesse aqui a página para fazer o download dos arquivos do International energy Outllok 2007.
Powered by ScribeFire.
Emprego para Blair?
Notícia curiosa da Folha de S. Paulo de hoje. Álias, a única do diário apesar da realização do Ethanol Summit na capital paulista.
“Senadora do PT faz pergunta inusitada a Blair
DO ENVIADO A BERLIM
A senadora Serys Slhessarenko (PT) protagonizou um diálogo inusitado
anteontem em Berlim, no
fórum dos legisladores
ambientais do G8+5, com
Tony Blair. O chanceler,
que após sua palestra ficou
na sala, teve que responder a inesperada pergunta.
“Ministro, se tivesse que
escolher entre ocupar a
presidência de uma empresa petrolífera, do setor
de carvão, uma nuclear ou
uma indústria do setor de
biocombustível, escolheria qual?”, perguntou ela.
Antes de responder sério sobre a importância
dos biocombustíveis, Blair
disse que gostaria de ir ao
Brasil. “Muito obrigado
pela oferta de emprego.”
Nos bastidores, ela recebeu comentários positivos. Tanto que foi convidada a falar no jantar informal de encerramento
do fórum ontem, em hotel.
Powered by ScribeFire.
EUA estuda duto para biocombustíveis
Dois deputados norte-americanos propuseram uma nova lei que garante recursos para o Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês) pesquisar a viabilidade da construção de dutos para transporte exclusivo de biocombustíveis, especialmente etanol.
A proposta dos deputados Leornard Boswell, democrata de Iowa, e Jerry Morgan, republicano do Kansas, também prevê que o DOE estude a viabilidade técnica de transportar biocombustíveis pelos dutos existentes.
Este mapa mostra a infra-estrutura de dutos dos Estados Unidos em 2001.
Powered by ScribeFire.
Sopa iônica para fazer etanol celulósico
O jornal japonês Nikkei publicou reportagem informando que cientistas da Universidade de Tokyo descobriram uma nova forma de quebrar as moléculas de lignocelulose para produzir etanol a partir desta matéria-prima.
Segundo a reportagem, a técnica consiste em dissolver a celulose em uma sopa iônica. Após este procedimento adiciona-se água para recuperar a parte útil.
A experiência japonesa se soma a outras que procuram novas formas de facilitar a quebra das moléculas, atualmente o maior desafio para tornar o etanol celulósico competitivo com os métodos de produção atuais e possibilitar o uso de uma grande variedade de matérias-primas.
Powered by ScribeFire.
Produção de álcool pode aumentar até 80% com celulósico
5/Junho/2007, 9:18 am
Arquivado em:
Geral
Uma das grandes perguntas que permanecem no ar diante da expectativa de sucesso com o etanol celulósico é sobre o rendimento desta nova técnica. No caso brasileiro, as estimativas mais confiáveis ainda indicam uma faixa de rendimento bastante larga: de 30% a 80% de aumento da produção de álcool.
A estimativa de 30% foi divulgada recentemente pela Dedini, com base na experiência de sua unidade piloto de etanol celulósico pela rota ácida. A emprsa produtora de equipamento mantém desde a década de 1980 esta planta piloto e considera que o aumento seria de pelo menos 30%. Ou seja pode-se considerar isto como piso.
Durante o Ethanol Summit, o presidente do CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), Nilson Zaramella Boeta, informou que o rendimento pode ser até 80% maior.
Há dois aspectos muito importantes que devem ser observados por quem quer acompanhar esta questão. O primeiro é o método de colheita. Na colheita manual, com queima, se perde um grande volume de matária-prima. Dessa forma, as previsões mais altas devem considerar esta variável.
A seegunda variável relevante é o quanto a usina queima de bagaço para gerar energia. O rendimento do sistema de geração é fundamental para determinar quanto bagaço irá sobrar. Discute-se que no futuro, uma alternativa altamente viável será usar todo o bagaço para fazer álcool e adotar turbinas que usem o biocombustível.
Outro dado bastante relevante nesta questão é o custo de obtenção da matéria-prima. Aqui o Brasil leva uma grande vantagem sobre os Estados Unidos, pois as colheitadeiras de milho deixam os resto vegetais no campo, ao contrário do sistema mecanizado para a cana, que deixa sobre o solo apenas o necessário para protegê-lo.
Powered by ScribeFire.