Biocomb


Lula, Bush e o álcool by squizato
5/março/2007, 11:51 am
Filed under: Análise, Clipping, Economia, Etanol, Geral, Internacional, Política

O etanol será um tópico importante no encontro do presindete Luiz Inácio Lula da Silva com seu colega norte-americano, George W. Bush, como já foi dito à exaustão.

Hoje, em seu programa de rádio “Café com o Presidente”, Lula afirmou que a tarifa dos EUA sobre o etanol brasileiro “não tem sentido”. Lula está certo quando se olha  do ponto de vista dos produtores brasileiros e até do ponto de vista do balanço da oferta nos Estados Unidos.

O aumento da demanda por milho tem provocado calfrios nos criadores de animais e nos fabricantes do biocomb nos EUA, mas uma inundaçào do álcool brasileiro seria desastrosa sob dois aspectos políticos para Bush. O primeiro é com a própria indústria de etanol norte-americana (incluindo agricultores), que teme a concorrência do produto mais competitivo brasileiro. Na política externa, também gera dor de cabeça para países da América Central e Caribe, pois o inibe a estruturar esta indústria.

Embora seja assunto extremamente importante  para o setor, o ideal neste encontro seria a negociação de uma cota livre de tarifa que ao mesmo tempo que ampliasse as exportações brasileiras.

A idéia é defendida pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, segundo reporta hoje a Agência Brasil. esta abordagem deixaria o improtante tema das tarifas para um segundo momento e ajudaria a popularizar o mercado de álcool, onde o Brasil pode aproveitar grandes oportunidades para exportar tecnologia indústria e agrícola.

O álcool é visto como altertiva para aumentar a segurança energética, mas enquanto a produção estiver restrita a poucos países, sua adoção pode ser um risco a mais de segurança energética para os países. O anúncio da semanda passada do acordo entre Petrobras e Mitsui para abastecer o mercado japonês mostra isso de maneira cristalina. A própria Unica – obviamente uma defensora (coberta de razão) da queda das tarifas norte-americanas – reconhece a importância da expansão da oferta.

Mas como em toda negociação, pede-se tudo para fechar com o possível. As perspectivas para o álcool nas Américas são mais promissoras do que nunca. Com dois parques automobílisticos (EUA e Brasil) preparado para atender os países ricos e pobres da região com motores flex, diversos países com potencial de produzir álcool para consumo próprio como aditivo e para gerar excedentes para exportação e o Brasil funcionando como um grande pulmão para garantir a oferta, o biocombustível deve se tornar em um curto espaço de tempo uma realidade em diversos países do continente.

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