Biocomb


O alcoolduto do sol nascente by squizato
9/maio/2007, 8:25 am
Filed under: Análise, Economia, Etanol, Geral

O governo brasileiro já anunciou pelo menos quatro vezes em alto e bom som a construção do alcoolduto que ligará Senador Canedo à Paulínia. Com exceção do primeiro anúncio feito antes mesmo do PAC pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, todos eles foram condicionados ao estabelecimento de uma parceria com o Japão, envolvendo governo e empresas daquele país.

Este é um mau exemplo de como as obras de infra-estrutura no Brasil são definidas. O alcooduto é importante para todas as empresas que anunciaram ou planejam instalar novas unidades de produção de etanol  nos estados do Centro-Oeste e também em áreas de influência do planejado alcooduto nos estados do sudeste que produzem grande volume de etanol.

Em um momento no qual vários países já definiram metas ambiciosas para a adoção de biocombustíveis e muitos outros estudam o uso compulsório de álcool e biodiesel, o alcooduto não deveria estar condicionado à decisão de um país ou outro, por mais importantes que sejam.

Se é que é necessário condicionante para investir em logística no País – um dos principais elementos do chamado custo Brasil – este deveria ser os investimentos que estão sendo feito pela iniciativa privada.

Além das unidades planejadas para produção de etanol, muitas das existentes poderiam se beneficiar do alcooduto.

De certo, parece que as condicionantes impostas pelo governo federal e pela Petrobras afetam não apenas a própria obra do alcooduto, mas também novos investimentos no setor de biocombustíveis. Com a rápida expansão da produção de biodiesel, sobretudo, de álcool, novos investimentos tornam-se, naturalmente, mais arriscados. Isso ocorre basicamente por dois fatores. O primeiro é o natural aumento da oferta que acirra a competição. O segundo é que à medida que os empreeendimentos se distanciam dos grandes centros consumidores, a logística se torna uma variável cada vez mais importante.

Ao invés de condicionar os investimentos no alcooduto às decisões japonesas, o governo e a Petrobras deveriam condicioná-las às decisões dos empresários brasileirios. É mais do que sabido que a produtividade brasileira da indústria da cana está entre as melhores do mundo, mas como diz um importante usineiro “muito disso se perde da porteira para fora”. Mas para o governo e a estatal, tudo indica que os investimentos podem começar a ser feitos apenas após o próximo nascer do sol.

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