Biocomb


Em breve no Brasil by agreco
8/janeiro/2008, 10:38 pm
Filed under: Agricultura, Economia, Geral, Internacional, Tecnologia | Tags: , ,

A empresa de tecnologia americana Amyris deve aterrisar em breve no Brasil.

Um dos objetivos da companhia é desenvolver biocombustíveis com mais energia por massa, a menor custo e menos poluente do que o álcool. Para isso, ela investe em biologia sintética. Outra linha de pesquisa busca desenvolver um substituto para o diesel que também seja produzido a menor custo e em escala muito maior do que o biodiesel feito a partir de óleos vegetais.

Nao por acaso, a matéria-prima para essas maravilhas são as atualmente mesmas usadas para fazer o etanol. Mais do que isso, a produção poderá usar as mesmas usinas de hoje em dia.

Não à toa também a revista Scientific American deu à Amyris como “Business Leader of the Year” de 2007.

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Conab: Brasil deve colher 528 milhões de toneladas de cana by squizato
31/maio/2007, 6:32 pm
Filed under: Agricultura, Economia, Etanol, Geral

O primeiro levantamento do plantio de cana-de-açúcar realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelou que o país deve colher 528 milhões de toneladas de cana na safra 2007/2008 em 6,62 milhões de hectares.

Os dados representam um aumento de 11,2% sobre a safra anterior, de 474,8 milhões de toneladas. Em relação à área plantada, o aumento é de 7,4% sobre os 6,16 milhões de hectares daquele período.

O ganho de produtividade, de 3,5%, é resultante de novas variedades de cana e de inovações tecnológicas.

Ainda de acordo com o levantamento a produção de álcool deve somar 20 bilhões de litros, o que representa um aumento de 14,54% sobre a safra anterior. Deste total, 10,6 bilhões de litros serão de álcool hidratado e o restante de anidro.

Para isso será necessário destinar 236,6 milhões de toneladas (50,5% da safra) para o álcool. Outros 231,6 milhões de toneladas serão destinadas à produção de açúcar. O restante será destinado à produção de cachaça, açúcar mascavo, rapadura, sementes e ração.

A pesquisa da Conab foi feita junto a 338 usinas e destilarias e 60 entidades de classe, entre 29 de abril e 12 de maio.

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Embrapa Semi-Árido estuda pinhão manso by squizato
16/maio/2007, 10:03 am
Filed under: Agricultura, Biodiesel, Geral, Tecnologia

A Embrapa Semi-Árido está estudando as características do pinhão manso tanto para a produção de biocombustíveis, quanto para o uso das folhas da planta como forrageira.

O objetivo é avaliar a possibilidade de introduzir a espécie na agricultura familiar do semi-árido. Embora os resultados iniciais sejam animadores, muitos estudos ainda precisam ser feitos para iniciar o cultivo em escala do pinhão manso, uma vez que informações sobre produtividade, manejo de pragas e doenças, podas e espaçamento são escassas na literatura técnica-científica.

Atualmente, a planta não é indicada como forrageira pois apresenta princípios tóxicos, que ainda não foram devidamente estudados sob as condições brasileiras. Entre esses destacam-se elementos cancerígenos, anti-tripicínicos, alergênicos e tóxicos (curcina). apesar disso, os estudos indicam que as folhas da planta talvez possam ser usada após a secagem ao sol, pois apresentam condiçòes de médias e boas forrageiras. Quando verdes, a alta acidez das folhas faz com que os animais recusem o alimento.

Os testes experimentais da Embrapa Semi-Árido indicaram um produtividade de 1.000 quilos de sementes por hectare em área irrigada semanalmente, enquanto nas áreas de sequeiro foram obtidos 250 quilos de sementes por hectare.

A unidade da Embrapa também estuda como eliminar a toxidade da torta e do farelo obtidos a partir do esmagamento das sementes. Outra linha de pesquisa procura avaliar o desempenho do pinhão manso (Jatropha Curcas L) em enxertia sobre plantas de pinhão bravo (Jatropha molíssima Muell Arg.) que brotam espontaneamente em áreas degradadas da caatinga.
 

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Milho transgênico transforma celulose em açúcar by squizato
16/maio/2007, 8:45 am
Filed under: Agricultura, Economia, Etanol, Geral, Internacional, Meio ambiente, Tecnologia

A pesquisadoa Mariam Sticklen, da Universidade de Michigan (EUA), desenvolveu uma variedade de milho geneticamente modificado que é capaz de produzir enzimas para transformar a lignocelulose de de suas folhas e talos em açúcar. Isso facilitaria muito o desafio de produzir etanol celulósico a um custo competitivo.

Segundo reportagem da Technology Review, publicada pelo MIT, esta variedade de milho foi desenvolvida para produzir o mesmo tipo de enzima que micróbios usam para transformar a celulose em açúcares. Para que a planta não comece a tranformar a celulose de suas folhas em açúcar durante o crescimento, a pesquisadora fez com que as enzimas só sejam produzidas quando a temperatura da planta fique acima de 50 ºC.

Segundo Sticklen, a nova tecnologia seria capaz de reduzir o custo de produção do etanol celulósico entre US$ 0,30 e US$ 0,50. Embora extremamente promissora, ainda será necessário avaliar os riscos ambientais da nova variedade, como ressaltou à Technology Review o gerente do Laboratório Nacional de Energias Renováveis (NREL, na sigla em inglês), James McMillan.

Um dos possíveis riscos ambientais seria a alteração de ecossistemas. Caso partes das plantas geneticamente modificadas sejam deixadas sobre o solo após a colheita, isso poderia alterar o ecossistemas por disponibilizar açúcar mais rapidamente do que o usual para os microorganismos que vivem na terra.

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Biocombustíveis no centro da discussões do GIC by squizato
9/maio/2007, 8:46 am
Filed under: Agricultura, Biodiesel, Economia, Etanol, Geral, Internacional, Política

O evento Global Initiative on Commodities (GIC) discutiu longamente a importância dos biocombustíveis para os países dependentes economicamente da produção desses produtos. O evento foi promovido pelo MInistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o Global Fund for Commdities (GFC).

Para o Brasil, ressaltou o ministro Reinhold Stephanes, o desenvolvimento de novos produtores de etanol aumenta a segurança de oferta do produto, o que é fundamental para a adoçào dos biocombustíveis pelos maiores consumidores de energia do mundo como Estados Unidos, Europa e Japão.

O desenvolvimento de bases de produção em mais países também é uma grande oportunidade para os fabricantes de equipamentos nacionais, que detêm um elevado padrão tecnológico para o setor.

O diretor-geral do GFC, Ali S. Michumo, lembrou também que os países dependentes das commodities precisam agregar valor ao produto, por meio da tecnologia. Neste caso, os biocombustíveis também podem ser um importante vetor de desenvolvimento, assim como a chamada bioquímica e outros produtos derivados das commodities.

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A visão da FAO sobre o debate energia vs. alimento by squizato

A Organização para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) das Nações Unidas promoveu reunião na semana passada com especialistas em agricultura e agroenergia para discutir os impactos do aumento da produção de bioenergia sobre o mercado de alimentos.

Ao contrário do que muitos críticos afirmam, a conclusão dos especialistas ouvidos pela FAO é de que a bioenergia pode ser um grande fator de desenvolvimento do campo. Também se estabeleceu um consenso de que os governos têm um papel central para garantir a segurança alimentar e a produção de bioenergia de forma sustentável.

Segundo o chefe do departamento e gerenciamento de recursos naturais e meio ambiente da FAO, Alexander Müller, “enquanto há preocupações legítimas de alguns grupos relacionadas ao impacto da bioenergia sobre a segurança alimentar e meio ambiente, ela [a bioenergia] pode ser um importante fator para melhor o bem-estar das populações rurais se os governos levarem em contas os aspectos de alimentação e ambientais”.

Os especialistas também consideraram que podem existir várias sinergias entre a produção agrícola voltada para alimentação e para a produção de energi, como plantações consorciadas, por exemplo.

Por fim ficou definido que será necessário desenvolver novos métodos para avaliar o grau de segurança alimentar e impactos ao meio ambiente causado pela produção voltada para a bioenergia.

Leia íntegra do comunicado da FAO.

A Plataforma Internacional de Bioenergia (Ibep) da FAO pode ser salva [PDF] a partir desta página. Se preferir fazer o download do PDF imediatamente, clique aqui.



A estratégia da DuPont para os biocombustíveis by squizato
3/maio/2007, 3:38 pm
Filed under: Agricultura, Etanol, Geral, Internacional, Tecnologia

O vice-presidente e gerente geral de biocombustíveis da DuPont, John Ranieri, mostrou ontem a investidores a estratégia da empresas para este mercado.

Ranieri ressaltou que embora o petróleo continue a ser a principal fonte de energia, a demanda em alta, principalmente na China e na Índia, cria um espaço crescente para as alternativas baseadas em insumos agrícolas.

A empresa defende a chamada Integrated Corn Based Biorefinery (ICBR) para converter material celulósico em biocombustíveis e outros produtos renováveis. Segundo Ranieri, “a integração na conversão de biomassa em combustíveis é necessária para alcançar o desempenho econômico necessário para ser competitivo”.

Segundo o executivo, esta estratégia está dividida em três partes:
::Melhorar a produçào existente de etanol pelo melhoramento de sementes e agroquímicos de proteção das lavouras;
::Desenvolver e suprir novas tecnologias para conversão de celulose em biocombustíveis; e
::Desenvolver e suprir o mercado com a nova geração de biocombustíveis com desempenho melhorado.

Neste sentido a empresa está focada em três áreas específicas: sistemas de colheita de matéria-prima, pré-tratamento com custo competitivo e otimização do processo de fermentação para garantir boa produtividade e baixo custo.

A DuPont também é parceira da BP no desenvolvimento do biobutanol. Um combustível renovável que, segundo as duas empresas, apresenta qualidades semelhantes às da gasolina e por isso leav vantagem sobre o etanol, sobretudo nos sistemas de distribuição. Ontem, Ranieri afirmou que os testes em veículos estão apresentando resultados “excepcionalmente bons em veículos”.

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