Biocomb


Em breve no Brasil by agreco
8/janeiro/2008, 10:38 pm
Filed under: Agricultura, Economia, Geral, Internacional, Tecnologia | Tags: , ,

A empresa de tecnologia americana Amyris deve aterrisar em breve no Brasil.

Um dos objetivos da companhia é desenvolver biocombustíveis com mais energia por massa, a menor custo e menos poluente do que o álcool. Para isso, ela investe em biologia sintética. Outra linha de pesquisa busca desenvolver um substituto para o diesel que também seja produzido a menor custo e em escala muito maior do que o biodiesel feito a partir de óleos vegetais.

Nao por acaso, a matéria-prima para essas maravilhas são as atualmente mesmas usadas para fazer o etanol. Mais do que isso, a produção poderá usar as mesmas usinas de hoje em dia.

Não à toa também a revista Scientific American deu à Amyris como “Business Leader of the Year” de 2007.

Anúncios


Etanol reduz investimentos em refinarias de petróleo dos EUA by squizato
6/junho/2007, 11:40 am
Filed under: Economia, Etanol, Geral, Internacional

As grandes empresas petrolíferas se mostram preocupadas com as mudanças climáticas e os desafios relacionados à energia, mas nunca levaram muito a sério os biocombustíveis.

Agora elas estão precisando fazer contas sobre o aumento da oferta de álcool para decidir se realizam ou não investimentos. De acordo com declaração de Guy Caruso, chefe da Energy Information Administration (EIA),  órgão subordinado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, muitas petrolíferas estão receosas em investir na ampliação da capacidade das refinarias por dois motivos, como mostra esta reportagem (em inglês) da Reuters.

O primeiro é o aumento descomunal da oferta de etanol previsto para os próximos anos. O segundo é o aumento no custo dos investimentos, devido, principalmente, ao preço do aço e da mão-de-obra. Segundo Caruso declarou a Reuters, o custo do investimento dobrou nos últimos dois anos.

Com isso a previsão de aumento da capacidade de refino para 2012 caiu de 1,5 milhão de barris por dia há um ano, para 1 milhão de barris/dia atualmente.

Powered by ScribeFire.



Biodiesel irregular, mas com nota fiscal by squizato
6/junho/2007, 11:26 am
Filed under: Biodiesel, Economia, Geral

No Mato Grosso já é possível comprar biodiesel de empresa não autorizada pela ANP com nota fiscal. Para a região, a novidade é apenas a nota fiscal, porque o biodiesel já podia ser facilmente comprado desde o ano passado, como mostra esta reportagem que fiz para a revista Posto de Combustíveis & Conveniência.

Powered by ScribeFire.

Powered by ScribeFire.



Alternativos terão 8% do mercado global de combustíveis em 2030 by squizato
5/junho/2007, 11:20 am
Filed under: Biodiesel, Economia, Etanol, Geral, Internacional

O novo Energy Outlook publicado pela Energy Information Administration (EIA), órgão ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, indica que os combustíveis alternativos serão responsáveis por 9% da demanda mundial de combustíveis líquidos em 2030. O crescimento da oferta será da ordem de 8 milhões de barris por dia.

Para efeito de comparação, o crescimento da oferta de derivados de petróleo dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) será de 6 milhões de barris por dia, enquanto os membros da Opep irão aumentar a oferta em 21 milhões de barris por dia.

Os combustíveis alternativos considerados pela EIA incluem os biocombustíveis, carvão em líquidos (coal to liquids, ou CTL) e também gás em líquidos (gas-to-liquids, ou GTL).

De forma geral, os combustíveis renováveis irão repsonder por 7% do consumo de energia do mundo.

O cenário de referência para o estudo da EIA não considera nenhuma forma de controle de emissão de gases do efeito estufa.

Acesse aqui a página para fazer o download dos arquivos do International energy Outllok 2007.

Powered by ScribeFire.



Enxurrada de álcool ou demanda reprimida? by squizato
4/junho/2007, 3:13 pm
Filed under: Análise, Economia, Etanol, Geral, Política

Começou a safra 2007/2008 de cana, nem todas as usinas do Centro-Sul começaram a produzir álcool, o preço do produto já despencou e, como tem acontecido nos últimos anos, já começou a pressão para aumentar o volume de anidro na gasolina dos atuais 23% para o teto de 25%. Também já se fala em interromper investimentos em novos projetos.

Enquanto isso, governos estaduais e o governo federal dão um afago e um tapa. O governo federal, presidente Lula à frente, não cansa de enaltecer o álcool, a liderança brasileira no setor, a experiência de 30 anos e o restante do discurso que semana sim, outra também pinta a página de algum jornal importante, ou aparece em algum longo discurso em rádio, ou acompanha cenas de usinas em operação nos principais canais de televisão.

No palavrório vai tudo muito bem, mas quando a questão é melhorar a infra-estrutura de escoamento do produto para o exterior, a coisa engasga. Já se fala em um segundo alcooduto, mas o primeiro sequer começou a sair do papel. De acordo com declarações de dirigentes da Petrobras, ele só sairá se os japoneses resolverem comprar etanol. O governo federal também anda devagar na criação de novos mercados para o álcool brasileiro. Aparentemente, apenas Estados Unidos e Japão interessam. Por que não ir atrás dos países compradores de automóveis brasileiros e aproveitar para vender o carro com o combustível junto? Mais uma vez o Brasil espera para ser comprado, ao invés de colocar a pastinha debaixo do braço e sair à caça de clientes.

Ainda no âmbito federal, deveria-se criar uma forma mais transparente e ágil para definir a mudança do porcentual de álcool anidro na gasolina. A questão é complexa, mas não insolúvel. No atual andar da carruagem, corre-se o risco de acontecer o que já se viu em outros anos. Os órgãos do governo responsáveis pela questão passam a safra toda discutindo o assunto para determinar a mudança em novembro. Aí é o samba do criolo-doido, porque já é final da colheita na principal região produtora e também consumidora do produto. Em tempo, o aumento de 23% para 25% de etanol na gasolina representa algo como 500 milhões de litros de álcool, menos do que o previsto para o aumento da produção neste ano. Ou seja, ajuda, mas não resolve.

Os estados poderiam aumentar significativamente a demanda por álcool, pois muitos têm grande interesse em atrair novas usinas. Do mesmo modo que conferem enormes incentivos fiscais às novas usinas, esses governos poderiam reduzir as alíquotas de ICMS do hidratado para diminuir o custo do produto e torná-lo mais competitivo em relação à gasolina.

Ao  menos quatro estados que abrigam usinas e são vistos como novas fronteiras para o etanol mantém a alíquota do ICMS no mesmo patamar da gasolina: Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Outros 14 seguem a mesma linha. Os estados com alíquotas diferenciadas são: BA, CE, GO, MA, PB, PE, PR, RJ E SP.

O resultado desta política fiscal de dois pesos, duas medidas pode ser medido em números. Em 2006, a venda de álcool hidratado nesses estados variou desde 13% (TO) até 26% (MS) da venda de gasolina A (pura, sem adição de anidro). Em Goiás, onde a alíquota do álcool hidratado é 11 pontos porcentuais menor que a da gasolina, este índice foi de 35%. Em São Paulo, o índice é impressionante: 69%. A média brasileira foi de 33%.

Além de vender menos álcool, o que prejudica empregos nos estados produtores,  essa política fiscal incentiva a venda irregular, com sonegação de impostos. Quem mora em Minas perto da divisa com São Paulo sabe do que estou falando.
Enquanto os governos seguirem com a teoria de que usina é bom, mas consumir álcool é ruim vai ser difícil ver uma expansão sem sobressaltos, o que, traduzido para o inglês, significa risco.



Conab: Brasil deve colher 528 milhões de toneladas de cana by squizato
31/maio/2007, 6:32 pm
Filed under: Agricultura, Economia, Etanol, Geral

O primeiro levantamento do plantio de cana-de-açúcar realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelou que o país deve colher 528 milhões de toneladas de cana na safra 2007/2008 em 6,62 milhões de hectares.

Os dados representam um aumento de 11,2% sobre a safra anterior, de 474,8 milhões de toneladas. Em relação à área plantada, o aumento é de 7,4% sobre os 6,16 milhões de hectares daquele período.

O ganho de produtividade, de 3,5%, é resultante de novas variedades de cana e de inovações tecnológicas.

Ainda de acordo com o levantamento a produção de álcool deve somar 20 bilhões de litros, o que representa um aumento de 14,54% sobre a safra anterior. Deste total, 10,6 bilhões de litros serão de álcool hidratado e o restante de anidro.

Para isso será necessário destinar 236,6 milhões de toneladas (50,5% da safra) para o álcool. Outros 231,6 milhões de toneladas serão destinadas à produção de açúcar. O restante será destinado à produção de cachaça, açúcar mascavo, rapadura, sementes e ração.

A pesquisa da Conab foi feita junto a 338 usinas e destilarias e 60 entidades de classe, entre 29 de abril e 12 de maio.

Powered by ScribeFire.



Capacidade autorizada para biodiesel chega a 1,2 bi de litros by squizato
30/maio/2007, 5:17 pm
Filed under: Biodiesel, Economia, Geral

A ANP autorizou mais quatro usinas de biodiesel a funcionar, o que elevou a capacidade de produção de biodiesel oficialmente autorizada para 1,182 bilhão de litros por ano, dividida em 27 empresas. O órgão regulador considera 300 dias de operação para cada empresa, o que significa que o volume potencial de produção é ainda maior.

As quatro novas empresas autorizadas são:

Caramuru: oficialmente é a unidade com maior capacidade de produção do Brasil, com volume diário de 375 mil litros e anual de 112,5 milhões de litros. A empresa tem sede em Itumbiara (GO) e é uma grande processadora de grãos e ocupa posição importante no mercado alimentício. A usina de biodiesel da empresa está localizada em São Simão (GO). A empresa vendeu 30 milhões de litros de biodiesel no 4º leilào promovido pela ANP à cotação de R$ 1.789,29 por mil litros.

Brasil Ecodiesel: a quinta unidade de produção da empresa está localizada em Porto Nacional (TO) e assim como as unidades localizadas na Bahia, Ceará, Maranhão é capaz de produzir 108 milhões de litros por ano, ou 360 mil litros ao dia. A Brasil Ecodiesel vendeu 90 milhões de litros de biodiesel no quarto leilão promovido pela ANP ao preço de R$ 1.730,00 por mil litros.

Agrosoja: a Agrosoja é a maior esmagadora de soja de Sorriso (MT), que por sua vez é o município que mais produz soja no mundo. A capacidade autorizada da empresa é de 24 milhões de litros por ano, ou 80 mil litros por dia. A empresa vendeu cinco milhões de litros de biodiesel no quarto leilão da ANP ao preço de R$ 1.714,00 por mil litros.

Usibio: localizada em Sinop (MT), a Usibio foi autorizada a produzir seis milhões de litros por ano, ou 20 mil litros ao dia. A usina foi fabricada pela Paganini Construções, produtora de equipamentos para fabricação de biodiesel que também é de Sinop.

Apenas seis unidades concentram mais de 57% da capacidade de produção: quatro usinas da Brasil Ecodiesel, a Caramuru e a gaúcha Oleoplan, com capacidade de 98 milhões de litros por ano, ou 327 mil litros por dia.