Biocomb


Etanol reduz investimentos em refinarias de petróleo dos EUA by squizato
6/junho/2007, 11:40 am
Filed under: Economia, Etanol, Geral, Internacional

As grandes empresas petrolíferas se mostram preocupadas com as mudanças climáticas e os desafios relacionados à energia, mas nunca levaram muito a sério os biocombustíveis.

Agora elas estão precisando fazer contas sobre o aumento da oferta de álcool para decidir se realizam ou não investimentos. De acordo com declaração de Guy Caruso, chefe da Energy Information Administration (EIA),  órgão subordinado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, muitas petrolíferas estão receosas em investir na ampliação da capacidade das refinarias por dois motivos, como mostra esta reportagem (em inglês) da Reuters.

O primeiro é o aumento descomunal da oferta de etanol previsto para os próximos anos. O segundo é o aumento no custo dos investimentos, devido, principalmente, ao preço do aço e da mão-de-obra. Segundo Caruso declarou a Reuters, o custo do investimento dobrou nos últimos dois anos.

Com isso a previsão de aumento da capacidade de refino para 2012 caiu de 1,5 milhão de barris por dia há um ano, para 1 milhão de barris/dia atualmente.

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Hidrocarbonetos renováveis by squizato
6/junho/2007, 10:59 am
Filed under: Biodiesel, Etanol, Geral, Internacional, Tecnologia

Do ponto de vista do conteúdo energético, o etanol está longe de ser o ideal. É com base nesta premissa – e também nas demais que tornam os biocombustíveis atraentes – que diversas empresas dos Estados Unidos estão desenvolvendo novas tecnologias para combustíveis líquidos. Em comum, todos estão de olho nas metas ambiciosas de substituição dos combustíveis fósseis.

Uma dessas empresas é a Amyris. Um dos objetivos da empresa é desenvolver biocombustíveis que contenham mais energia por massa, a menor custo e menos poluente do que o álcool. Para isso ela investe em biologia sintética. Outra linha de pesquisa procura desenvolver um substituto para o diesel que também seja produzido a menor custo e em escala muito maior do que o biodiesel feito a partir de óleos vegetais.

Curiosamente, a matéria-prima para essas maravilhas são as atualmente mesmas usadas para fazer o etanol. Mais do que isso, a produção poderá usar as mesmas usinas de hoje em dia.

Já a LS9 vai na mesma linha da biologia sintética, mas com uma abordagem um pouco mais agressiva. A empresa registrou como marca Renewable Petroleum (TM) feita a partir de micróbios que produzam hidrocarbonetos.

Essas idéias podem parecer malucas, mas por trás de cada uma delas tem gente grande. Um dos investidores comuns das duas empresas é a Khosla Ventures. A LS9 também conta com investimentos da Flagship Ventures. Já a Amyris recebeu recursos da Kleiner Perkins Caufield & Byers e do Texas Pacific Group Ventures.

Como é de se supor, investidor deste naipe não coloca dinheiro bom em gente sem experiência. A bancada de teste da Amyris é supervisionada por sete Ph.D, a maioria da Universidade de Berkeley, mas também tem pesquisador do Caltech e de outras universidades. Na LS9, a dupla que comanda os experimentos é formada por um professor da Universidade de Stanford e diretor do Instituição Carnegie, Chris Somerville, e pelo diretor do Centro de GTL (genome to life) do Departamento de Energia do Estados Unidos em MIT-Harvard.

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Alternativos terão 8% do mercado global de combustíveis em 2030 by squizato
5/junho/2007, 11:20 am
Filed under: Biodiesel, Economia, Etanol, Geral, Internacional

O novo Energy Outlook publicado pela Energy Information Administration (EIA), órgão ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, indica que os combustíveis alternativos serão responsáveis por 9% da demanda mundial de combustíveis líquidos em 2030. O crescimento da oferta será da ordem de 8 milhões de barris por dia.

Para efeito de comparação, o crescimento da oferta de derivados de petróleo dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) será de 6 milhões de barris por dia, enquanto os membros da Opep irão aumentar a oferta em 21 milhões de barris por dia.

Os combustíveis alternativos considerados pela EIA incluem os biocombustíveis, carvão em líquidos (coal to liquids, ou CTL) e também gás em líquidos (gas-to-liquids, ou GTL).

De forma geral, os combustíveis renováveis irão repsonder por 7% do consumo de energia do mundo.

O cenário de referência para o estudo da EIA não considera nenhuma forma de controle de emissão de gases do efeito estufa.

Acesse aqui a página para fazer o download dos arquivos do International energy Outllok 2007.

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Emprego para Blair? by squizato
5/junho/2007, 9:46 am
Filed under: Biodiesel, Etanol, Geral, Internacional, Política

Notícia curiosa da Folha de S. Paulo de hoje. Álias, a única do diário apesar da realização do Ethanol Summit na capital paulista.


“Senadora do PT faz pergunta inusitada a Blair

DO ENVIADO A BERLIM

A senadora Serys Slhessarenko (PT) protagonizou um diálogo inusitado
anteontem em Berlim, no
fórum dos legisladores
ambientais do G8+5, com
Tony Blair. O chanceler,
que após sua palestra ficou
na sala, teve que responder a inesperada pergunta.
“Ministro, se tivesse que
escolher entre ocupar a
presidência de uma empresa petrolífera, do setor
de carvão, uma nuclear ou
uma indústria do setor de
biocombustível, escolheria qual?”, perguntou ela.
Antes de responder sério sobre a importância
dos biocombustíveis, Blair
disse que gostaria de ir ao
Brasil. “Muito obrigado
pela oferta de emprego.”
Nos bastidores, ela recebeu comentários positivos. Tanto que foi convidada a falar no jantar informal de encerramento
do fórum ontem, em hotel.

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EUA estuda duto para biocombustíveis by squizato
5/junho/2007, 9:35 am
Filed under: Biodiesel, Etanol, Geral, Internacional, Política

Dois deputados norte-americanos propuseram uma nova lei que garante recursos para o Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês) pesquisar a viabilidade da construção de dutos para transporte exclusivo de biocombustíveis, especialmente etanol.

A proposta dos deputados Leornard Boswell, democrata de Iowa, e  Jerry Morgan, republicano do Kansas, também prevê que o DOE estude a viabilidade técnica de transportar biocombustíveis pelos dutos existentes.

Este mapa mostra a infra-estrutura de dutos dos Estados Unidos em 2001.

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Sopa iônica para fazer etanol celulósico by squizato
5/junho/2007, 9:24 am
Filed under: Clipping, Etanol, Geral, Tecnologia

O jornal japonês Nikkei publicou reportagem informando que cientistas da Universidade de Tokyo descobriram uma nova forma de quebrar as moléculas de lignocelulose para produzir etanol a partir desta matéria-prima.

Segundo a reportagem, a técnica consiste em dissolver a celulose em uma sopa iônica. Após este procedimento adiciona-se água para recuperar a parte útil.

A experiência japonesa se soma a outras que procuram novas formas de facilitar a quebra das moléculas, atualmente o maior desafio para tornar o etanol celulósico competitivo com os métodos de produção atuais e possibilitar o uso de uma grande variedade de matérias-primas.

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Enxurrada de álcool ou demanda reprimida? by squizato
4/junho/2007, 3:13 pm
Filed under: Análise, Economia, Etanol, Geral, Política

Começou a safra 2007/2008 de cana, nem todas as usinas do Centro-Sul começaram a produzir álcool, o preço do produto já despencou e, como tem acontecido nos últimos anos, já começou a pressão para aumentar o volume de anidro na gasolina dos atuais 23% para o teto de 25%. Também já se fala em interromper investimentos em novos projetos.

Enquanto isso, governos estaduais e o governo federal dão um afago e um tapa. O governo federal, presidente Lula à frente, não cansa de enaltecer o álcool, a liderança brasileira no setor, a experiência de 30 anos e o restante do discurso que semana sim, outra também pinta a página de algum jornal importante, ou aparece em algum longo discurso em rádio, ou acompanha cenas de usinas em operação nos principais canais de televisão.

No palavrório vai tudo muito bem, mas quando a questão é melhorar a infra-estrutura de escoamento do produto para o exterior, a coisa engasga. Já se fala em um segundo alcooduto, mas o primeiro sequer começou a sair do papel. De acordo com declarações de dirigentes da Petrobras, ele só sairá se os japoneses resolverem comprar etanol. O governo federal também anda devagar na criação de novos mercados para o álcool brasileiro. Aparentemente, apenas Estados Unidos e Japão interessam. Por que não ir atrás dos países compradores de automóveis brasileiros e aproveitar para vender o carro com o combustível junto? Mais uma vez o Brasil espera para ser comprado, ao invés de colocar a pastinha debaixo do braço e sair à caça de clientes.

Ainda no âmbito federal, deveria-se criar uma forma mais transparente e ágil para definir a mudança do porcentual de álcool anidro na gasolina. A questão é complexa, mas não insolúvel. No atual andar da carruagem, corre-se o risco de acontecer o que já se viu em outros anos. Os órgãos do governo responsáveis pela questão passam a safra toda discutindo o assunto para determinar a mudança em novembro. Aí é o samba do criolo-doido, porque já é final da colheita na principal região produtora e também consumidora do produto. Em tempo, o aumento de 23% para 25% de etanol na gasolina representa algo como 500 milhões de litros de álcool, menos do que o previsto para o aumento da produção neste ano. Ou seja, ajuda, mas não resolve.

Os estados poderiam aumentar significativamente a demanda por álcool, pois muitos têm grande interesse em atrair novas usinas. Do mesmo modo que conferem enormes incentivos fiscais às novas usinas, esses governos poderiam reduzir as alíquotas de ICMS do hidratado para diminuir o custo do produto e torná-lo mais competitivo em relação à gasolina.

Ao  menos quatro estados que abrigam usinas e são vistos como novas fronteiras para o etanol mantém a alíquota do ICMS no mesmo patamar da gasolina: Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Outros 14 seguem a mesma linha. Os estados com alíquotas diferenciadas são: BA, CE, GO, MA, PB, PE, PR, RJ E SP.

O resultado desta política fiscal de dois pesos, duas medidas pode ser medido em números. Em 2006, a venda de álcool hidratado nesses estados variou desde 13% (TO) até 26% (MS) da venda de gasolina A (pura, sem adição de anidro). Em Goiás, onde a alíquota do álcool hidratado é 11 pontos porcentuais menor que a da gasolina, este índice foi de 35%. Em São Paulo, o índice é impressionante: 69%. A média brasileira foi de 33%.

Além de vender menos álcool, o que prejudica empregos nos estados produtores,  essa política fiscal incentiva a venda irregular, com sonegação de impostos. Quem mora em Minas perto da divisa com São Paulo sabe do que estou falando.
Enquanto os governos seguirem com a teoria de que usina é bom, mas consumir álcool é ruim vai ser difícil ver uma expansão sem sobressaltos, o que, traduzido para o inglês, significa risco.