Biocomb


Milho transgênico transforma celulose em açúcar by squizato
16/maio/2007, 8:45 am
Filed under: Agricultura, Economia, Etanol, Geral, Internacional, Meio ambiente, Tecnologia

A pesquisadoa Mariam Sticklen, da Universidade de Michigan (EUA), desenvolveu uma variedade de milho geneticamente modificado que é capaz de produzir enzimas para transformar a lignocelulose de de suas folhas e talos em açúcar. Isso facilitaria muito o desafio de produzir etanol celulósico a um custo competitivo.

Segundo reportagem da Technology Review, publicada pelo MIT, esta variedade de milho foi desenvolvida para produzir o mesmo tipo de enzima que micróbios usam para transformar a celulose em açúcares. Para que a planta não comece a tranformar a celulose de suas folhas em açúcar durante o crescimento, a pesquisadora fez com que as enzimas só sejam produzidas quando a temperatura da planta fique acima de 50 ºC.

Segundo Sticklen, a nova tecnologia seria capaz de reduzir o custo de produção do etanol celulósico entre US$ 0,30 e US$ 0,50. Embora extremamente promissora, ainda será necessário avaliar os riscos ambientais da nova variedade, como ressaltou à Technology Review o gerente do Laboratório Nacional de Energias Renováveis (NREL, na sigla em inglês), James McMillan.

Um dos possíveis riscos ambientais seria a alteração de ecossistemas. Caso partes das plantas geneticamente modificadas sejam deixadas sobre o solo após a colheita, isso poderia alterar o ecossistemas por disponibilizar açúcar mais rapidamente do que o usual para os microorganismos que vivem na terra.

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IPCC: biocomb podem mitigar emissões no transporte by squizato
4/maio/2007, 2:30 pm
Filed under: Biodiesel, Economia, Geral, Internacional, Meio ambiente

O mais recente relatório do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) afirma que os biocombustíveis podem ter um papel central na contenção da emissão de gases do efeito estufa no setor de transportes.

Segundo a estimativa usada pelo IPCC, os biocombustíveis devem representar cerca de 3% do total de combustíveis usado em 2030. Isto pode aumentar para algo na faixa de 5% a 10% dependendo do sucesso do desenvolvimento do etanol celulósico, do aumento da eficiência energética dos motores e dos preços do petróleo e do créditos de carbono.



A visão da FAO sobre o debate energia vs. alimento by squizato

A Organização para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) das Nações Unidas promoveu reunião na semana passada com especialistas em agricultura e agroenergia para discutir os impactos do aumento da produção de bioenergia sobre o mercado de alimentos.

Ao contrário do que muitos críticos afirmam, a conclusão dos especialistas ouvidos pela FAO é de que a bioenergia pode ser um grande fator de desenvolvimento do campo. Também se estabeleceu um consenso de que os governos têm um papel central para garantir a segurança alimentar e a produção de bioenergia de forma sustentável.

Segundo o chefe do departamento e gerenciamento de recursos naturais e meio ambiente da FAO, Alexander Müller, “enquanto há preocupações legítimas de alguns grupos relacionadas ao impacto da bioenergia sobre a segurança alimentar e meio ambiente, ela [a bioenergia] pode ser um importante fator para melhor o bem-estar das populações rurais se os governos levarem em contas os aspectos de alimentação e ambientais”.

Os especialistas também consideraram que podem existir várias sinergias entre a produção agrícola voltada para alimentação e para a produção de energi, como plantações consorciadas, por exemplo.

Por fim ficou definido que será necessário desenvolver novos métodos para avaliar o grau de segurança alimentar e impactos ao meio ambiente causado pela produção voltada para a bioenergia.

Leia íntegra do comunicado da FAO.

A Plataforma Internacional de Bioenergia (Ibep) da FAO pode ser salva [PDF] a partir desta página. Se preferir fazer o download do PDF imediatamente, clique aqui.



União Européia lança consulta pública sobre biocombustíveis by squizato
2/maio/2007, 2:49 pm
Filed under: Biodiesel, Economia, Etanol, Geral, Internacional, Meio ambiente, Política

A Comissão Européia lançou na segunda-feira uma consulta pública sobre biocombustíveis. As propostas servirão de base para definir a legislação necessária para cumprir as metas de uso de energias renováveis recentemente anunciadas pelo bloco econômico, informa a CE.

Pelas metas definidas, em 2020, a União européia deverá suprir 20% de suas necessidades de energia a partir de fontes renováveis, sendo que no caso dos biocombustíveis este porcentual será de 10%.

A comissão procura ouvir a opinião das partes interessadas sobre quatro tópicos:

::Como deve ser o sistema de sustentabilidade dos biocombustíveis?
::Como os efeitos sobre o uso da terra devem ser monitorados?
::Como encorajar o uso dos biocombustíveis de segunda geração?
::O que deve ser feito para atingir a meta de 10% de uso de biocombustíveis?



Sequestro de carbono-preto by squizato
2/maio/2007, 11:02 am
Filed under: Agricultura, Geral, Meio ambiente, Tecnologia

Embora a queima de biomassa já seja um método mais limpo de gerar energia em relação a queima de combustíveis fósseis, uma nova técnica proposta por cientistas promete ser o meio mais eficiente de usar a biomassa. Segundo texto publicado recentemente no Biomass and Bioenergy journal, a pirólise de biomassa para obtenção de metano e hidrogênio, por exemplo, e posteriormente o armazenamento no solo do carvão vegetal resultante é capaz de reduzir as emissões de carbono em 372 quilos, em relação  ao carvão mineral. A pirólise é uma técnica de queima em ambientes com baixo teor de oxigênio.

Além da redução na emissão de gases do efeito estufa, o carvão vegetal pode ser benéfico ao solo, pois reduz a necessidade de irrigação e de fertilizantes. A técnica – conhecida como seqüestro de carbono-preto (black-carbon sequestration) – também é considerada mais segura do que o armazenamento de dióxido de carbono nos reservatórios de petróleo, a principal linha de pesquisa adotada pelas principais petrolíferas do planeta.

Para quem estiver interessado em se aprofundar no uso do carvão vegetal como insumo agrícola, vale a visita ao site da Terra Preta. Apesar do nome em português, o site é escrito em inglês, mas existe uma influência brasileira. A técnica começou a ser estudada a partir da evidência de que as chamadas terras pretas na Amazônia apresentam um alto grau de fertilidade e são capazes de produzir com alto rendimento por anos, sem necessidade de adição de fertilizantes. Hoje também termina uma conferência na Austrália sobre o tema.



Dados sobre energia renovável nos países da UE by squizato
2/maio/2007, 10:29 am
Filed under: Biodiesel, Bioeletricidade, Economia, Etanol, Geral, Internacional, Meio ambiente

A Comissão Européia disponibilizou na internet os dados relativos ao mercado interno, o uso de fontes renováveis e a matriz energética dos países do bloco econômico. Cada um desses tópicos está dividido por país em um documento, cujo dowload por ser feito a partir desta página.

Entre as informações disponíveis, é possível descobrir que a Alemanha aumentou o consumo de biocombustíveis em 45% ao ano, em média, entre 1997 e 2005. Ou que a capacidade de produção de biodiesel no Reino Unido aumentou de 129 mil toneladas em 2005 para 445 toneladas em 2006.

Infelizmente, nem todos os dados estão padronizados, o que facilitaria a comparação entre países, mas há informações sobre o consumo das principais fontes de energia renovável (incluindo grandes hidrelétricas) para todos.

Outro ponto interessante no documetno que trata das renováveis são exemplos de casos de sucesso no uso dessas fontes de energia em cada país.



Gasolina a partir do dióxido de carbono by squizato
25/abril/2007, 2:37 pm
Filed under: Etanol, Geral, Meio ambiente, Tecnologia

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), nos EUA, demonstraram que é possível fazer uma série de produtos primários – incluindo gasolina e plástico – a partir da combinação do dióxido de carbono e da energia solar, usando o catalisador correto, informou hoje a revista Technology Review, publicada pelo MIT.

A descoberta transforma o dióxido de carbono (CO2) em monóxido de carbono e oxigênio. O monóxido de carbono poderia ser usado, quando combinado a hidrogênio, para produzir uma série de combustíveis como gás sintético, metanol e gasolina. Atualmente, o monóxido de carbono é produzido a partir do gás natural e do carvão.

Embora aparentemente simples, transformar dióxido de carbono em monóxido de carbono (CO) é complicado. Enquanto o CO2 é o principal gás causador do efeito estufa e uma matéria-prima muito barata – ou de custo até negativo – o monóxido de carbono é um produto químico valioso.  Como declarou o professor do Departamento de Química da UCSD, Clifford Kubiak, se “os fabricantes vão fazer toneladas de plástico de qualquer forma, porque não usar o dióxido de carbono como matéria-prima, ao invés de emitir CO2”.

Outra vantagem do experimento é que esta conversão é uma alternativa à produção de hidrogênio pela eletrólise da água para acumular a energia produzida por painéis solares. Porém, os combustíveis sintéticos contêm muito mais energia do que o hidrogênio, que também é mais difícil de comprimir e armazenar.

Apesar de todas as vantagens, a tecnologia deve levar anos para ser colocada em escala comercial. Para ter um impacto significativo no balanço da emissão de dióxido de carbono, também seriam necessárias plantas enormes.