Biocomb


Emprego para Blair? by squizato
5/junho/2007, 9:46 am
Filed under: Biodiesel, Etanol, Geral, Internacional, Política

Notícia curiosa da Folha de S. Paulo de hoje. Álias, a única do diário apesar da realização do Ethanol Summit na capital paulista.


“Senadora do PT faz pergunta inusitada a Blair

DO ENVIADO A BERLIM

A senadora Serys Slhessarenko (PT) protagonizou um diálogo inusitado
anteontem em Berlim, no
fórum dos legisladores
ambientais do G8+5, com
Tony Blair. O chanceler,
que após sua palestra ficou
na sala, teve que responder a inesperada pergunta.
“Ministro, se tivesse que
escolher entre ocupar a
presidência de uma empresa petrolífera, do setor
de carvão, uma nuclear ou
uma indústria do setor de
biocombustível, escolheria qual?”, perguntou ela.
Antes de responder sério sobre a importância
dos biocombustíveis, Blair
disse que gostaria de ir ao
Brasil. “Muito obrigado
pela oferta de emprego.”
Nos bastidores, ela recebeu comentários positivos. Tanto que foi convidada a falar no jantar informal de encerramento
do fórum ontem, em hotel.

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EUA estuda duto para biocombustíveis by squizato
5/junho/2007, 9:35 am
Filed under: Biodiesel, Etanol, Geral, Internacional, Política

Dois deputados norte-americanos propuseram uma nova lei que garante recursos para o Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês) pesquisar a viabilidade da construção de dutos para transporte exclusivo de biocombustíveis, especialmente etanol.

A proposta dos deputados Leornard Boswell, democrata de Iowa, e  Jerry Morgan, republicano do Kansas, também prevê que o DOE estude a viabilidade técnica de transportar biocombustíveis pelos dutos existentes.

Este mapa mostra a infra-estrutura de dutos dos Estados Unidos em 2001.

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Enxurrada de álcool ou demanda reprimida? by squizato
4/junho/2007, 3:13 pm
Filed under: Análise, Economia, Etanol, Geral, Política

Começou a safra 2007/2008 de cana, nem todas as usinas do Centro-Sul começaram a produzir álcool, o preço do produto já despencou e, como tem acontecido nos últimos anos, já começou a pressão para aumentar o volume de anidro na gasolina dos atuais 23% para o teto de 25%. Também já se fala em interromper investimentos em novos projetos.

Enquanto isso, governos estaduais e o governo federal dão um afago e um tapa. O governo federal, presidente Lula à frente, não cansa de enaltecer o álcool, a liderança brasileira no setor, a experiência de 30 anos e o restante do discurso que semana sim, outra também pinta a página de algum jornal importante, ou aparece em algum longo discurso em rádio, ou acompanha cenas de usinas em operação nos principais canais de televisão.

No palavrório vai tudo muito bem, mas quando a questão é melhorar a infra-estrutura de escoamento do produto para o exterior, a coisa engasga. Já se fala em um segundo alcooduto, mas o primeiro sequer começou a sair do papel. De acordo com declarações de dirigentes da Petrobras, ele só sairá se os japoneses resolverem comprar etanol. O governo federal também anda devagar na criação de novos mercados para o álcool brasileiro. Aparentemente, apenas Estados Unidos e Japão interessam. Por que não ir atrás dos países compradores de automóveis brasileiros e aproveitar para vender o carro com o combustível junto? Mais uma vez o Brasil espera para ser comprado, ao invés de colocar a pastinha debaixo do braço e sair à caça de clientes.

Ainda no âmbito federal, deveria-se criar uma forma mais transparente e ágil para definir a mudança do porcentual de álcool anidro na gasolina. A questão é complexa, mas não insolúvel. No atual andar da carruagem, corre-se o risco de acontecer o que já se viu em outros anos. Os órgãos do governo responsáveis pela questão passam a safra toda discutindo o assunto para determinar a mudança em novembro. Aí é o samba do criolo-doido, porque já é final da colheita na principal região produtora e também consumidora do produto. Em tempo, o aumento de 23% para 25% de etanol na gasolina representa algo como 500 milhões de litros de álcool, menos do que o previsto para o aumento da produção neste ano. Ou seja, ajuda, mas não resolve.

Os estados poderiam aumentar significativamente a demanda por álcool, pois muitos têm grande interesse em atrair novas usinas. Do mesmo modo que conferem enormes incentivos fiscais às novas usinas, esses governos poderiam reduzir as alíquotas de ICMS do hidratado para diminuir o custo do produto e torná-lo mais competitivo em relação à gasolina.

Ao  menos quatro estados que abrigam usinas e são vistos como novas fronteiras para o etanol mantém a alíquota do ICMS no mesmo patamar da gasolina: Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Outros 14 seguem a mesma linha. Os estados com alíquotas diferenciadas são: BA, CE, GO, MA, PB, PE, PR, RJ E SP.

O resultado desta política fiscal de dois pesos, duas medidas pode ser medido em números. Em 2006, a venda de álcool hidratado nesses estados variou desde 13% (TO) até 26% (MS) da venda de gasolina A (pura, sem adição de anidro). Em Goiás, onde a alíquota do álcool hidratado é 11 pontos porcentuais menor que a da gasolina, este índice foi de 35%. Em São Paulo, o índice é impressionante: 69%. A média brasileira foi de 33%.

Além de vender menos álcool, o que prejudica empregos nos estados produtores,  essa política fiscal incentiva a venda irregular, com sonegação de impostos. Quem mora em Minas perto da divisa com São Paulo sabe do que estou falando.
Enquanto os governos seguirem com a teoria de que usina é bom, mas consumir álcool é ruim vai ser difícil ver uma expansão sem sobressaltos, o que, traduzido para o inglês, significa risco.



Biocombustíveis no centro da discussões do GIC by squizato
9/maio/2007, 8:46 am
Filed under: Agricultura, Biodiesel, Economia, Etanol, Geral, Internacional, Política

O evento Global Initiative on Commodities (GIC) discutiu longamente a importância dos biocombustíveis para os países dependentes economicamente da produção desses produtos. O evento foi promovido pelo MInistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o Global Fund for Commdities (GFC).

Para o Brasil, ressaltou o ministro Reinhold Stephanes, o desenvolvimento de novos produtores de etanol aumenta a segurança de oferta do produto, o que é fundamental para a adoçào dos biocombustíveis pelos maiores consumidores de energia do mundo como Estados Unidos, Europa e Japão.

O desenvolvimento de bases de produção em mais países também é uma grande oportunidade para os fabricantes de equipamentos nacionais, que detêm um elevado padrão tecnológico para o setor.

O diretor-geral do GFC, Ali S. Michumo, lembrou também que os países dependentes das commodities precisam agregar valor ao produto, por meio da tecnologia. Neste caso, os biocombustíveis também podem ser um importante vetor de desenvolvimento, assim como a chamada bioquímica e outros produtos derivados das commodities.

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A visão da FAO sobre o debate energia vs. alimento by squizato

A Organização para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) das Nações Unidas promoveu reunião na semana passada com especialistas em agricultura e agroenergia para discutir os impactos do aumento da produção de bioenergia sobre o mercado de alimentos.

Ao contrário do que muitos críticos afirmam, a conclusão dos especialistas ouvidos pela FAO é de que a bioenergia pode ser um grande fator de desenvolvimento do campo. Também se estabeleceu um consenso de que os governos têm um papel central para garantir a segurança alimentar e a produção de bioenergia de forma sustentável.

Segundo o chefe do departamento e gerenciamento de recursos naturais e meio ambiente da FAO, Alexander Müller, “enquanto há preocupações legítimas de alguns grupos relacionadas ao impacto da bioenergia sobre a segurança alimentar e meio ambiente, ela [a bioenergia] pode ser um importante fator para melhor o bem-estar das populações rurais se os governos levarem em contas os aspectos de alimentação e ambientais”.

Os especialistas também consideraram que podem existir várias sinergias entre a produção agrícola voltada para alimentação e para a produção de energi, como plantações consorciadas, por exemplo.

Por fim ficou definido que será necessário desenvolver novos métodos para avaliar o grau de segurança alimentar e impactos ao meio ambiente causado pela produção voltada para a bioenergia.

Leia íntegra do comunicado da FAO.

A Plataforma Internacional de Bioenergia (Ibep) da FAO pode ser salva [PDF] a partir desta página. Se preferir fazer o download do PDF imediatamente, clique aqui.



Comissão do senado dos EUA aprova meta para biocomb by squizato
3/maio/2007, 10:25 am
Filed under: Economia, Geral, Internacional, Política

A Comissão de energia e Recursos naturais do Senado norte-americano aprovou ontem a lei que determina o uso de 36 bilhões de galões (136,3 bilhões de litros) de biocombustíveis no país em 2022. A medida foi apoiada por 20 senadores. Houve apenas três votos contrários.

O presidente da Renewables Fuel Association (RFA), Bob Dinneen, declarou que a medida representa para o etanol celulósico o que o orçamento de energia de 2005 representou para o ethanol de milho”.

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União Européia lança consulta pública sobre biocombustíveis by squizato
2/maio/2007, 2:49 pm
Filed under: Biodiesel, Economia, Etanol, Geral, Internacional, Meio ambiente, Política

A Comissão Européia lançou na segunda-feira uma consulta pública sobre biocombustíveis. As propostas servirão de base para definir a legislação necessária para cumprir as metas de uso de energias renováveis recentemente anunciadas pelo bloco econômico, informa a CE.

Pelas metas definidas, em 2020, a União européia deverá suprir 20% de suas necessidades de energia a partir de fontes renováveis, sendo que no caso dos biocombustíveis este porcentual será de 10%.

A comissão procura ouvir a opinião das partes interessadas sobre quatro tópicos:

::Como deve ser o sistema de sustentabilidade dos biocombustíveis?
::Como os efeitos sobre o uso da terra devem ser monitorados?
::Como encorajar o uso dos biocombustíveis de segunda geração?
::O que deve ser feito para atingir a meta de 10% de uso de biocombustíveis?